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Últimos momentos
Sobre a importância da realização da Semana de Arte Modesta neste ano
Refletindo sobre a diferença entre os acontecimentos históricos e o sentido que os homens fazem dos mesmos, um velho sábio lembrou que todos os eventos e personagens importantes ocorrem, por assim dizer, duas vezes, e acrescentou: “a primeira vez como tragédia, a segunda como farsa”. Não seria esta uma forma correta para interpretar as recentes mudanças de regularização do cotidiano da comunidade puquiana, proibindo o já proibido e legitimando o já legitimado? O que torna a questão mais complexa é o fato de nos tempos atuais a tragédia ser farsesca e a farsa, por sua vez, terrivelmente trágica. A dinâmica social específica dos campi da PUC-SP se formou de maneira extremamente atualizada em relação ao stablishment global: Tornou as antigas transgressões comportamentais em normas cobradas pelo senso comum. Assim se apresentam as “liberdades” (entre um milhão de aspas) gozadas pelos indivíduos que compõem este círculo de relações, e os efeitos da Semana de Arte Modesta nunca conseguiram ultrapassar a afirmação deste senso comum.
Antes de tudo, para melhor compreender esta ordem de coisas do meio universitário, deve-se desde já abandonar uma compreensão distanciada sobre os posicionamentos políticos quanto à dinâmica administrativa da PUC-SP, entendendo a universidade como um “microcosmo da sociedade em geral”. Não se trata de um microcosmo, mas da própria ordem social per se se manifestando em uma de suas instâncias de composição. Sendo assim, tal qual em outros lugares de embate político, o conservadorismo se afirma como uma oposição, ou seja, uma crítica a favor, apresentada como uma contraposição explícita ao stablishment. Assim se legitimam a vigília intensificada, a caça-às-bruxas institucional e a necessidade de maior controle sobre a interação entre indivíduos inseridos no meio puquiano. Não se trata de valores morais mascarando um ordenamento que visa à mera eficiência produtiva, mas a própria eficiência produtiva como valor moral, tendo como elemento de composição explícito toda a violência necessária para que se efetive. Aqui não se trata meramente de punir subversões por romperem como uma ordem de coisas. Tal qual em contextos amplos, trata-se de atribuir subversão a algo que já compõe o existente, inserir determinado ato a uma ordem de coisas. Neste sentido, é crucial a participação de todos na Semana de Arte Modesta deste ano, pois, com sua inofensiva forma de ser, lida com todas estas questões do atual contexto puquiano. Por meramente reafirmar algo que já faz parte da dinâmica social da PUC, o conservadorismo renovado colocará a cara à tapa, e será obrigado a debater o que compõe as suas entranhas, pois, afinal, cometeram o absurdo de tornar até mesmo a Modéstia transgressora.
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Proibir: a arte de limitar o espírito humano
Recentemente, as proibições na PUC chegaram a um nível inconcebível, prejudicando a vida acadêmica, as liberdades individuais e políticas, a autonomia universitária e o convívio social. As mudanças foram aplicadas aos poucos, em atos isolados, sem que a comunidade sequer notasse e muito menos discutisse o assunto. Como toda proibição, foi aplicada de maneira vertical, sem debate e transparência.
Nada de festas, drogas, instrumentos e inadimplentes
A proibição de festas no campus da universidade, em 2002, abalou diretamente a vida universitária. Em 2003, 15 estudantes chegaram a ser sindicados por uma festa no Pátio da Cruz, a comunidade reagiu com uma ocupação de reitoria que livrou os sindicados. As festas são a fonte de renda para que estudantes possam ir a encontros e congressos ( que, apesar de ser seu dever institucional, a reitoria não patrocina) e também, em alguns cursos, a bancar os projetos finais de conclusão de curso.
Sem contar que as festas são um espaço de convivência e troca de conhecimento entre os diferentes cursos, além de colocar produções culturais dentro da universidade. É ocupando o espaço da universidade que se vive a universidade. O motivo alegado pela reitoria para a proibição das festas era a segurança do campus – o mesmo para a terceirização da segurança e implementação de câmeras.
A gestão Maura Véras foi um show de proibicionismo, entre outras coisas, foram proibidas atividades culturais (tais como saraus ou exposições), entrada com instrumentos musicais e a colagem de cartazes. A proibição das atividades culturais é a uma afronta direta à qualidade de alguns cursos, principalmente os de comunicação. Os estudantes de Artes do Corpo são constantemente criminalizados por levarem para os corredores o que aprendem nas salas de aula. E, coincidentemente, somente os cartazes de oposição à reitoria eram arrancados das paredes.
Nas, talvez a pior proibição do período Maura Véras foi o ato 01/2007, que impedia que estudantes inadimplentes não matriculados assistissem as aulas, ameaçando professores coniventes de punição. Esse ato revela o caráter excludente das probições. Vale lembrar que a unviersidade presta um serviço público e é filantrópica.
Moralismo e conservadorismo, ordens do Vaticano; tecnicismo e lucrativadade, ordens do governo
Depois do processo de Redesenho Institucional e implantação do novo regimento interno, a PUC viu sua história de democracia e autonomia universitária cair em pouco tempo. A intervenção da igreja através da implantação do Consad alterou a estrutura de poder da universidade, aliado ao processo de redesenho, que aumentou a burocratização de diversos setores. Com isso, a autonomia universitária foi esmagada.
O resultado é óbvio: mais proibições! Recentemente foram proibidas fotografias, filmagens e panfletagens dentro do campus. Uma filipeta de um evento da universidade, bancado com verba da universidade, foi proibido de ser panfletado pelos funcionários por poder incentivar os estudantes a panfletarem também. Até mesmo o Contraponto (jornal laboratorial do curso de jornalismo) quase foi barrado nos corredores. A proibição de filmagens e fotografias atacam diretamente a qualidade dos cursos de comunicação, pois os mesmo utilizam os espaços da universidade para realização de trabalhos acadêmicos.
Outro ponto que escancarou o moralismo e hipocrisia da atual reitoria foram as recentes declarações para a grande imprensa sobre o uso de drogas no campus. Ao invés de procurar a comunidade para eventual solução do problema, ou aprofundamento do debate, a reitoria simplesmente procurou a grande imprensa para propagandear sua suposta postura de enfrentamento às drogas. Num discurso conservador e policialesco, abordou a questão com velhos jargões e preconceitos, sem aprofundar o debate e prestando um desserviço à população.
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Estudantes organizam congresso de comunicação
O XVII Congresso Brasileiro dos Estudantes de Comunicação Social (Cobrecos) acontecerá em janeiro de 2010 e terá como sede o estado de São Paulo, depois de dois anos seguidos sendo sediado na região nordeste. O encontro é um dos espaços que a Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação Social (Enecos) organiza anualmente para que os estudantes de comunicação de todo país possam formular atividades e políticas de ações em conjunto para o movimento estudantil de comunicação (MECom).
O Congresso também define quais serão os posicionamentos políticos da Executiva durante o ano, além de ser um espaço de reflexão, de debate, de formação política, de troca cultural e de experiências. É importante lembrar que os três eixos de discussão e de luta que guiam a Enecos hoje são Democratização da Comunicação, Formação do Comunicador e Combate às Opressões.
O fato do congresso ser sediado em São Paulo é muito importante para rearticulação do MECom na região, ainda mais que aqui é o lugar que se concentra o maior número de escolas de comunicação do país inteiro. Hoje, quem constrói e participa da Enecos são os estudantes aqui da PUC pelo C.A. Benevides Paixão o qual é filiado à entidade. Nós do Benevides estamos puxando as reuniões organizativas do encontro, entrando em contato com outras escolas, buscando patrocínio, mas é preciso de muito mais gente não apenas para a construção do congresso, mas para participar das discussões, conhecer a entidade e as formas como se pode atuar nesta.
Nossa prioridade é tentar realizar o congresso aqui na PUC, considerando o papel histórico de luta que nossa universidade já teve e que hoje joga às traças. Para isso, nos reunimos com o reitor Dirceu de Mello dia 22/09 para apresentar o projeto e pedir a PUC como a sede, mas, como ultimamente tem sido, isso terá que ser decidido pelo Conselho Administrativo (Consad) que é composto apenas por dois padres da Fundação São Paulo e o Dirceu. Só teremos a resposta no dia 06/11, mas continuaremos com nossas reuniões organizativas. Participe e venha construir com a gente o congresso de comunicação. Para mais informações, mande um emeio para cobrecos2010@gmail.com e para entrar na lista de discussão cobrecossp10-subscribe@yahoogrupos.com.br.
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CA Benevides Paixão, CA de Psicologia e CA de Ciências Sociais da PUC-SP convidam:
DEBATE SOBRE O ENADE
Representante do ANDES-SN
César Fernandes – Coordenação Nacional dos Estudantes de Psicologia
José Arbex – Professor do Jornalismo da PUC-SP
QUARTA-FEIRA (28/10), ÀS 18H30
NO PÁTIO DA CRUZ
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Benê Esquenta
Festa Pré-Cobrecos
Sexta – 23/10 – 20h00
Som – Cerveja – Bolo – Vinho
O dinheiro arrecadado na festa será usado na construção do COBRECOS 2010, em São Paulo
CA Benevides Paixão – Gestão Aos que virão
ENECOS – Executiva Nacional d@s Estudantes de Comunicação
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C.A. Benevides Paixão e ENECOS apresentam:
Alternativas à Proibição
“Um debate sobre proibicionismo, drogas, criminalização da pobreza e violência”
Terça-feira, 05 de outubro de 2009, às 19h
Pátio do Benê