Centro Acadêmico Benevides Paixão


CARTA ABERTA À COMUNIDADE

 
Reunidos no dia 12 de agosto, nós, estudantes de vários cursos e CAs, diretores da Apropuc e da Afapuc, aprovamos o seguinte posicionamento:
 
1 – Repudiamos a intervenção da Fundação São Paulo, que vem se aprofundando desde 2005 e que agora toma a sua forma definitiva por meio da proposta de estatuto; essa intervenção afronta o princípio da autonomia universitária, fundamental para a sobrevivência da PUC-SP.
 
2 – Denunciamos todo o processo de colaboração com a intervenção e quebra da autonomia universitária, que se realizou através de:
 
+ Demissão em massa de funcionários e professores sem o menor respeito às próprias normas vigentes na instituição.
+ Redução dos direitos nos contratos de trabalho dos professores e funcionários.
+ Arrocho salarial inconstitucional, com acúmulo de trabalho para a maioria dos professores e funcionários.
+ Centralização de trabalhos e procedimentos administrativos, com sobrecarga e redução de qualidade nos serviços prestados.
+ Redução e corte das bolsas de estudo e adoção de métodos selvagens de cobrança e de negociação.
+ Restrição do acesso e permanência dos estudantes na universidade, com crescente elitização e evasão de alunos.
+ Repressão e criminalização do movimento estudantil, culminando com a convocação da Tropa de Choque da Polícia Militar para intervir nos conflitos internos da universidade, e abertura de processos punitivos, administrativos e judiciais contra estudantes.
 
3 – Denunciamos que a tática de colaboração e negociação da Reitoria e do Consun com a Fundação São Paulo tem sido a principal responsável pelo aprofundamento da intervenção e o agravamento da crise na Universidade.

 
4 – Repudiamos as propostas de estatutos construídas de maneira antidemocrática e sem a participação coletiva dos estudantes, professores e funcionários.

5 – Repudiamos as propostas de estatutos elaboradas sem o amplo debate da comunidade e que ferem a autonomia universitária e que restringem a democracia interna.

Assim, diante de todas as ameaças que pesam sobre a Universidade, conclamamos todos os estudantes, professores e funcionários a defender – com a nossa mobilização e luta – a autonomia e a democracia universitárias, e a se mobilizarem para a construção de um Congresso dos três setores da PUC-SP, que possa debater de forma ampla, livre e democrática o modelo de universidade que queremos.



Material para Assembléia
06/06/2008, 15:46
Arquivado em: Assembléias

Dia 27/05, 12h e 18h30

Propostas de pauta:

1- Questões do curso (Coordenação, Excesso de estudantes por sala, Falta de equipamentos, Jornal Contraponto)

2- Redesenho

3- Repressão, os frutos da OCUPAÇÃO

4- Congresso

5- Caso haja sugestão de pauta, ela pode ser feita no início da Assembléia

1) As eleições vão acontecer! Por quê?

Como a maioria dos estudantes deve saber, a ex-coordenadora do curso renunciou devido às acusações e ameaças de sindicância. Embora a maioria do Departamento estivesse de acordo com a coordenação da professora, houve denúncias que levaram a coordenadora a renunciar. Caso contrário, seria sindicada por tentar violar os entraves burocráticos para sanar a ausência de professor em sala. Por conta disso, do dia 26 ao 30 de maio, poderemos eleger a nossa coordenação que, esperamos, seja construída de comum acordo entre os três setores que compõem a Universidade: professores, estudantes e funcionários.

Mas afinal, a Raquel cometeu um erro muito grave? Algo que mereça sindicância? Em reunião com o Centro Acadêmico, a diretora da Comfil (FACULDADE DE COMUNICAÇÃO E FILOSOFIA) a professora Alexandra Geraldini, reafirmou que a Raquel tinha uma outra opção além de renunciar: responder à sindicância. Já alguns membros do Conselho Departamental chegaram a defender sua demissão. Mas na reunião seguinte, quando tratávamos da questão da superlotação em salas de aula, a diretoria da Comfil informou aos estudantes que atitudes devem ser tomadas no que diz respeito à superlotação das salas de aula e laboratórios. Sugeriu, inclusive, que o melhor seria a (re)divisão da sala e a contratação de novos professores. Assegurou que em caráter emergencial, como é o caso dos primeiros e segundos anos, estas medidas já deveriam ter sido tomadas. Pergunta-se:

a) Mas não é justamente este o motivo que faria a Raquel ser sindicada?

b) Então o problema não é a ilegalidade da ação de nossa ex-coordenadora, mas sim o que ela representa?

c) Mas afinal, o que ela representa?

Assim como o departamento, o conjunto dos estudantes, a coordenação do curso de Jornalismo também é combativa. Se pronuncia e resiste bravamente à mercantilização do curso.

Ainda sobre a reunião com a diretora da Comfil:

O CA pautou além das más condições do espaço físico, a superlotação dele. As salas de aula estão superlotadas e foi informado que não há nenhum mecanismo de controle sobre o número de discentes por sala. Será que ninguém sabe como resolver? Não, não é bem assim. Existe um número previsto por sala de aula. 60 estudantes seria o máximo possível. E devemos exigir que isto ocorra? Sim, mas não só. As salas lotadas significam que, quando forem aos laboratórios não haverá equipamentos em número suficiente para atender à demanda da sala em questão. Logicamente, compromete, e muito, a formação do estudante. Até por que ainda não nos foi ensinado diagramar sem um computador. Ou tirar fotos sem máquinas. Temos imprimido nossos trabalhos em 1 única impressora. A mesma que todos os cursos utilizam.

Viável? NÃO! IM-POS-SÍ-VEL. O pior é saber que já tivemos um laboratório específico para o curso, e na Comfil. Seria, além de útil ao que prevê o currículo, fundamental para a nossa formação técnica e garantia de liberdade em nossas produções. E é aí que entra a questão de tudo o que nos falta em sala: máquinas, computadores, impressoras, programas mais avançados ( que não podem existir justamente por que o laboratório não é específico do curso), etc…

Mas que chatos estes estudantes que só reclamam… Não…não somos chatos…

Queremos ter nossa formação teórica e técnica com a mesma qualidade que nos é exigido pelo mundo. Mas tudo isto que reivindicamos é viável? Perguntemos ao BNDES. A PUC-SP recebeu uma “bolada” para que investisse em seu aparato tecnológico. 10 milhões!!!! E até agora, nada. Ou melhor, reza a lenda que os equipamentos foram comprados, mas que não tem aonde colocar… Olha que brilhante?! Assim, quando chegarem as estruturas os equipamentos estarão obsoletos. É, sejam bem vindos à PUC-SP e suas burocracias pouco inteligentes!!!

VITÓRIA DOS ESTUDANTES!!!!!!!!!!

Arranjamos um jeito de pressionar os entraves burocráticos do VRAC (vice-reitoria acadêmica) para que rodassem o Jornal laboratório do curso, o Contraponto.

Quinta-feira, 8 de maio, representantes do jornal e do Centro Acadêmico Benevides Paixão estiveram reunidos com a diretora da Comfil FACULDADE DE COMUNICAÇÃO E FILOSOFIA , Alexandra Geraldini, para tratar do atraso do Jornal. E adivinha só? Ela não sabia de nada! De quem esta frase te parece ser? Mas ela se comprometeu a buscar respostas e ligar à secretária de redação do jornal. Mas, como era de se esperar, resolveu a questão e não informou as causas do atraso.

“Não era um problema financeiro”, disse a diretora ao explicar que o CP já faz parte dos custos fixos da universidade, e que a verba para tanto já estava disponível. No entanto, faltava ainda o aval da Bader Sawaia, Vice Reitoria Acadêmica (VRAC), onde a verba estava parada desde o dia 23 de abril, aguardando liberação.

Até o presente momento (26/05), não houve nenhum retorno, nem maiores esclarecimentos do porquê da não liberação.

Esta situação, inédita na história do CP, foi um ato de desrespeito com a história do curso de Jornalismo e da Universidade, bem como com seu corpo docente e discente. Mas não é estranha à Reitoria da PUC-SP. Não é a primeira vez que são presenciadas medidas arbitrárias da mesma contra o departamento de Jornalismo, um dos poucos – senão o único – que se posiciona frontalmente contra seus desmandos.

O Contraponto, em seu passado recente, já sofreu outras ameaças − leia-se corte de verbas para sua impressão. Já tentaram impor ao jornal redução no número de páginas ou até inclusão de anunciantes. Mas a equipe do jornal assegurou a liberdade ideológica do veículo e o manteve fiel ao projeto inicial desde sua fundação em 2001. O que aumentou ainda mais o reconhecimento do CP dentro e fora da PUC-SP. Em 2002, o CP recebeu o prêmio de melhor jornal-laboratório do Brasil. No ano passado, foi citado em uma tese de mestrado e teve uma de suas matérias premiada com menção honrosa no Prêmio Wladimir Herzog.