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Enecos repudia atitude de professor da Unesp

16 set

No final do ano passado dois estudantes de Jornalismo da Unesp Bauru – um deles membro do centro acadêmico – foram informados que o recém admitido professor João Eduardo Hidalgo teria solicitado a abertura de processo interno por conta de seus posicionamentos políticos. Após mais de 200 alunos terem realizado abaixo-assinado reclamando melhorias para o curso de Jornalismo, o professor ameaçou alunos do centro acadêmico (acionando a entidade no Tribunal de Justiça em Maio deste ano) em tentativa clara de coibir as reflexões e possíveis críticas que proporciona.

A alegação de Hidalgo no processo de apuração preliminar – processo interno – é que os estudantes o teriam difamado durante manifestações em forma de paródia e que as manifestações teriam sido promovidas pelo Cacoff (Centro Acadêmico de Comunicação Florestan Fernandes) no início de 2011 para atingi-lo.

Já a ação judicial se refere a uma postagem do blog do Cacoff, no qual, segundo o mesmo, sendo “um professor acadêmico referência tanto nacional, como internacional”, teve “sua honra objetiva e subjetiva ofendida, por meio de publicações difamatórias e injuriosas”.

As manifestações, que contaram com a participação de mais de 200 alunos, tiveram o objetivo de explicitar as debilidades do curso de Jornalismo, numa luta por maior qualidade de formação. No caso específico de Hidalgo, elas questionavam seu método de avaliação.

Diante desses fatos, cabem duas perguntas: qual o motivo da tentativa de processo interno para recair sobre somente dois estudantes quando, na verdade, estavam envolvidos centenas deles? Por que, diante de uma manifestação legítima que buscava a melhoria do ensino, o professor não optou pelo diálogo? Mais ainda, por que não procurou compreender as reivindicações do corpo discente para juntos melhorarem todos a qualidade da universidade, sem recorrer a um Tribunal externo à universidade?

Para nós, da Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação Social (Enecos), fica claro que os/as estudantes foram escolhidos como bodes expiatórios numa tentativa de intimidar quaisquer mobilizações estudantis futuras. Além disso, a não opção pelo diálogo traz consigo também uma concepção autoritária de submissão a uma hierarquia sob critérios nada coerentes. Indo ainda mais além, ao acionar o Tribunal de Justiça, o professor atenta à autonomia da universidade de resolver, sozinha, seus problemas e disputas e internos.

A violência desses atos vai contra a possibilidade do diálogo pedagógico no seio do lugar da pedagogia por excelência: a universidade. O professor Hidalgo, assim, passa a ser agente de um crescente autoritarismo que tem se formado na sociedade e nas instituições de ensino brasileiras, em geral, e nas universidades de São Paulo em particular. Por encerrar qualquer possibilidade de diálogo, suas atitudes se inserem no mesmo modelo do reitor da USP ou do diretor do campus Guarulhos da Unifesp, para citar dois exemplos recentes, que convocaram a Polícia Militar para reprimir estudantes que reivindicavam uma melhor universidade para todos.

Sem espaço para debate, o conhecimento se fecha em si mesmo, esvaziando qualquer possibilidade de fortalecimento de alguma democracia – dentro ou fora da universidade.

A atitude de Hidalgo é emblemática. É por isso que a Enecos é contra as decisões desse professor e repudia veementemente suas ações. Apoiamos os estudantes que estão sendo criminalizados e suas demandas. Para saber mais informações sobre o processo de apuração interno, os interessados podem acessar o Blog do Cacoff (http://cacoffunesp.blogspot.com.br/).

  • PELA QUALIDADE DE FORMAÇÃO DO COMUNICADOR!
  • CONTRA OS ATENTADOS À AUTONOMIA UNIVERSITÁRIA!
  • CONTRA A CRIMINALIZAÇÃO DO MOVIMENTO ESTUDANTIL!

15 de setembro de 2012

Também assinam essa moção:
Centro Acadêmico Benevides Paixão (PUC-SP)
Centro Acadêmico Lupe Cotrim (USP)
DCE-Livre da USP Alexandre Vanucchi Leme

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Moção de apoio a@s estudantes da ECA-USP

16 maio

Nós, da gestão “À Ousadia Pertence o Futuro” do Centro Acadêmico Benevides Paixão, dos cursos de Jornalismo e de Multimeios da PUC-SP, viemos aqui manifestar toda nossa solidariedade às companheiras e companheiros da Escola de Comunicação e Artes (ECA), da Universidade de São Paulo (USP), frente às arbitrariedades e incertezas da construção do projeto da Nova ECA. Destacamos, desde já, que, no que precisarem, estamos à disposição para ajudar, conversar, apoiar — e mesmo lutar em conjunto, se for preciso.

Há precisamente um ano, passamos pelos mesmos aperreios, pelas mesmas burocracias, pelas mesmas reuniões sem respostas, quando no ano passado foi-nos anunciado, igualmente com surpresa, o projeto de demolição do prédio de nossa faculdade, a FAFICLA, para a construção de um novo. Pode parecer que não, mas, no fundo, são os mesmos problemas — se não iguais, ainda assim muito parecidos. E pior: passado todo esse tempo, nem conseguimos ter acesso à planta de nossas futuras instalações, mesmo com nossas mobilizações.  E isso ainda em uma Universidade que, apesar de todos os problemas, pelo menos não tem o reinado de Vossa Majestade Grandino Rodas.

Por pura ironia, apenas, estamos separados, é bom lembrar. Engana-se quem acha que tudo só passa de uma grande coincidência. É evidente que, em ambos os casos, o que se projeta são espaços cada vez mais enclausurados, sem possibilidades de vivência universitária, sem lugar para a troca do conhecimento, para a livre-manifestação do pensamento, para a política, para as festas dentro da Universidade — que é antes, e mesmo que qualquer burocrata conteste, um espaço de quem a constrói: estudantes, professores e funcionários. Podemos ver, nesse sentido, as tantas “fábricas de diplomas” se multiplicando por aí, e sobre as quais arriscamos dizer: se não são modelo, servem de inspiração para o que querem fazer do Pátio do Benê (na PUC) ao Canil da ECA (na USP).

Os dois casos evidenciam também que democracia, transparência e participação passam absolutamente longe do vocabulário — e o que diremos da prática? — dos gestores e mantenedores de nossas Universidades. Somos vilipendiados ao sabor do autoritarismo de alguns poucos que detêm, mesmo sem respaldo, o poder e a hegemonia do ambiente acadêmico. Na PUC, se transparência nunca houve, democracia e participação se tornaram duas piadas de muito mal gosto. Na USP: se democracia e participação não passam de uma fábula, pura ficção ou utopia, duvidamos se seria possível a transparência do jeito que as coisas vão.

Não pensem, portanto, que é pouca coisa o que se passa, companheiros e companheiras. Tudo reflete uma concepção de Universidade que, não bastasse antes ser elitista e excludente, agora piora: será vigiada, sufocante, assumidamente autoritária, sem possibilidades de escape: insuportável! Estamos perdendo há um bom tempo, mas sempre podemos reverter: reaver nossos espaços, exercer nosso protagonismo, sermos os verdadeiros sujeitos do que se passa em nossos espaços, em nossas vidas. Como diria Bertold Bretch: “Nada deve parecer natural, nada deve parecer impossível de mudar”. Força e atenção, companheir@s!

Estamos junt@s!

Com carinho,

“À Ousadia Pertence o Futuro”
Centro Acadêmico Benevides Paixão
Jornalismo e Multimeios — PUC-SP

Todo apoio: “Sindicato é pra lutar”

17 mar

Moção de apoio às eleições para o Sindicato dos Jornalistas de São Paulo

Nós, da gestão “À Ousadia pertence o futuro” do CA Benevides Paixão (que engloba os cursos de Jornalismo e de Multimeios da PUC-SP) colocamos aqui nosso total e irrestrito apoio à Chapa 2, “Sindicato é pra lutar”, para as próximas eleições do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo.

Ainda não somos sindicalizados, e talvez nos haja um grande caminho pela frente até que chegue esse momento. Mas é justamente porque olhamos à frente que, portanto, nos sentimos obrigados a tomar uma posição agora.

Esse momento, ao contrário de todas as obviedades, é decisivo para boa parte de nós, futuros jornalistas. Sob o encargo da atual direção, que compõe a “Chapa 1: Sindicato Forte – Unidade e Luta”, vemos um sindicato desarticulado, apático, muito distante não só das questões concretas do dia a dia do jornalismo, mas, além disso, da própria categoria. A situação que enxergamos é, não sem motivos, muito preocupante.

Como alternativa, no entanto, reconhecemos as referências de várias e vários ex-companheiras e companheiros de militância na Chapa 2, “Sindicato é pra lutar”. Por isso solidarizamo-nos com a luta. E garantimos, além disso, a jus que fazem ao verbo “lutar”.

Não só o aqui e agora nos importa. O que virá, no futuro, não só para nós, mas aos que virão depois de nós também nos pertence. Estamos junt@s, todas e todos! Força, companheir@s. Renovar para mudar: sindicato é, foi, e sempre será pra lutar!

Confira:
Chapa 2 aceita e publica nota de apoio do CA Benevides Paixão

Apoio à mobilização na PUC Minas

24 fev

Com um aumento de 9,8% nas mensalidades, os estudantes da PUC Minas começaram o ano em luta. O abuso fica mais grave quando se leva em conta que estudantes das outras universidades do estado que não são filantrópicas sofreram com aumentos menores.

Assista mini-documentário sobre a luta dos companheiros mineiros

O Centro Acadêmico Benevides Paixão, dos cursos de Jornalismo e Multimeios da PUC-SP vem, por isso, manifestar o seu apoio e solidariedade às mobilizações dos colegas mineiros. Por interferência direta da Igreja Católica, também pagamos o alto custo da mercantilização da educação que tentam nos fazer aceitar.

Como estudantes de uma universidade que também é privada e também é administrada pela Igreja Católica sabemos da dificuldade do acesso e da permanência nela.

Entendemos que as universidades filantrópicas, como são as PUCs, têm uma responsabilidade ainda maior: elas pagam menos impostos para, em troca, facilitar o acesso de mais pessoas ao ensino superior. Mensalidades altas afastam a maior parte da população brasileira, que não tem recursos para poder estudar, o que mantém a elitização da educação superior.

Enquanto assistimos, no Brasil, ao sucateamento do ensino público, por um lado, e ao privilégio de um modelo de ensino privado que só visa ao lucro e trata seus estudantes como clientes, por outro, o meio tem de ser a mobilização coletiva para reunir as forças de nossa resistência.

Força na luta e contem conosco!

Moção de apoio à greve dos estudantes da ECA e da USP

18 nov

Recentemente, a reitoria da Universidade de São Paulo e a Secretaria de Segurança Pública estabeleceram um convênio que garante a presença ostensiva da Polícia Militar no campus da USP, com a justificativa de promover a segurança de todos que circulam pela universidade. Entretanto, reconhecemos que a atuação da Polícia Militar dentro da USP tem o caráter de repreender as organizações e manifestações políticas, bem como perseguir aqueles que nelas se envolvem. Continue lendo

Apoio aos estudantes de Artes do Corpo

20 ago

O Centro Acadêmico Benevides Paixão vem, através deste, declarar apoio aos estudantes de Comunicação das Artes do Corpo da PUC-SP, que estão se mobilizando por melhor estrutura do curso e valorização do curso.

Apesar dos estudantes já virem denunciando desde o início do ano à reitoria problemas de infra-estrutura – como infiltração, teto com risco de queda e tablados (em cima dos quais fazem seus estudos práticos) esburacados – nas salas do 5º andar do Prédio Novo, onde eles têm aula, nada foi feito até agora. Continue lendo

Moção de apoio aos estudantes de Com. e Multimeios

16 jun

Utilizando-se de motivos escusos e justificativas falsas, a coordenadora do curso de Multimeios impediu a posse de um representante de classe na turma VA3, boicotando uma eleição legítima dos estudantes. Não sendo o suficiente, ela também nega a participação dos estudantes na Comissão Pedagógica do curso (responsável pela reestruturação do currículo) ao não publicizar as datas de suas reuniões.

O Centro Acadêmico Benevides Paixão vem a público se manifestar sobre o boicote da coordenadora as eleições legítimas dos estudantes de Comunicação e Multimeios.

Lemos com grande preocupação as cartas enviadas pelos alunos da turma VA3 à coordenação do curso, à direção da Faficla e à Reitoria.

Como centro acadêmico de Jornalismo e Comunicação e Multimeios, repudiamos a atitude da coordenadora ao negar aos estudantes o direito à livre representação e apoiamos totalmente a luta dos estudantes por participação nas reuniões da comissão didática, direito que jamais lhes deveria ter sido negado.

Consideramos o ataque ao direito de um grupo de estudantes dentro da PUC-SP um ataque a todos os estudantes e acreditamos que o caso requer uma explicação formal, assim como pedem os estudantes da referida turma.