Informativo n°3 da CPP do CFPcom

6 set

Tivemos a segunda reunião nacional de construção do CFP dia 05 de setembro.

Tiramos que a grade deve ser discutida em cada regional e que estas tragam propostas para a próxima reunião, dia 13/09, quinta-feira.

A grade está disponível em http://bit.ly/NoQYIO e a relatoria da reunião em http://bit.ly/OHEEAz

Lembrando que TODOS OS ESTADOS precisam passar para a CPP um indicativo de quantas pessoas (não precisa saber quem, e sim quantas) devem vir de seu estado para o CFPCom.

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Informativo nº 02 da CPP do CFPCom 2012 SP

18 ago

A Comissão Político-Pedagógica do III Curso de Formação Política de Comunicação Social São Paulo teve sua segunda reunião de organização do curso na sexta-feira, 17 de agosto, para discussão e finalização do Projeto Político.

O projeto está disponível no link abaixo, para consulta:

https://docs.google.com/file/d/1QwgMbsnSE8dOmgxEhKcP9Fa_kI4ehHERlR8zgQZnTn2o7P-smb1wfRumMOw0/edit

A grade ainda está em discussão para que todos os temas necessários estejam contemplados. Em breve divulgaremos a proposta da CPP.

Para começarmos as discussões do projeto político, convocamos a primeira reunião nacional do CFPCom para o dia 26 de agosto de 2012, domingo, às 20h. Divulgaremos o grupo do MSN que utilizaremos na hora, uma vez que não podemos prever qual estará funcionando.

Informativo nº 01 da CPP do CFPCom 2012 SP

11 ago

A Comissão Político-Pedagógica do III Curso de Formação Política de Comunicação Social se reuniu na sexta-feira, 10/8, para sua primeira reunião de discussão do projeto político e da grade do curso, que contou com a presença de membros da Construção Coletiva, grupo do curso de Direito na PUC-SP que sediou o CFP da Federação Nacional dos Estudantes de Direito, em janeiro.

O CFPCom tem indicativo de data para 10 a 15 de outubro, na Fábrica Ocupada Flaskô, em Sumaré, interior de São Paulo. A CPP está em contato com os membros da Flaskô para a próxima reunião conjunta do conselho de fábrica, que deve acontecer nos próximos dias, e onde se encaminha ou delibera as ações da Flaskô.

Por entendermos que o CFP deve ser construído coletivamente, as reuniões nacionais serão chamadas em breve, e, para evitar que tod@s nos desgastemos em muitas reuniões online, a CPP está agilizando alguns corres antes da primeira reunião, como, por exemplo, alterando e atualizando o projeto político e a grade a partir dos objetivos propostos antes de jogá-los nos grupos e listas.

O que é o CFPCom?

10 ago

O CFPCom é o Curso de Formação Política em Comunicação realizado pela Enecos (Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação Social).  O curso tem se consolidado como uma importante política da executiva nos últimos anos, teve sua 1ª edição em Sergipe (2009), a 2ª no Paraná (2011) e esse ano o curso será oferecido em São Paulo,  na fábrica ocupada pelos trabalhadores da Flaskô,  localizada no Município de Sumaré (próx. a Campinas) distando cerca de 50 minutos da capital, entre os dias 10 e 15 de outubro.

Cartaz do 3º CFPCom: "A mídia manipula politicamente as informações que veicula"

http://enecos.org/3cfpcom/

• Objetivos 

Formar militantes que sejam orgânicos e que tenham compreensão da estratégia de transformação social para que atuem de forma tática no campo da educação e na construção de novos valores, fortalecendo o movimento estudantil de comunicação (Mecom).

• A Fábrica Ocupada Flaskô.

A Flaskô é uma fábrica de transformação de plástico. Produz vários modelos de embalagens industriais, chamados de tambores ou bombonas. Tem cerca de 90 trabalhadores atualmente, mas chegou a ter 600 em seu auge. Foi fundada no final dos anos 70 e pertencia à Corporação Holding do Brasil (CHB). Em 12 de junho de 2003, ou seja, há quase dez anos atrás, os trabalhadores da Flaskô tomaram uma decisão histórica: resolveram assumir o controle administrativo, financeiro e operacional da fábrica para defender seus empregos e direitos, além do próprio local de trabalho, as máquinas e equipamentos. Decidiram ocupar a empresa e colocá-la a produzir sob controle deles mesmos. Até hoje a fábrica é ferida por trabalhadores e muitas famílias também moram no local. Durante todos estes anos os trabalhadores da Flaskô vem sofrendo diversas ameaças, como acções judiciais e problemas financeiros. Cumpre ressaltar que a escolha do local-sede se deu pela compreensão da fundamental importância dos/as estudantes saírem do ambiente acadêmico no seu processo de formação e entrar em contato com outras realidades, aproximando, assim, o movimento estudantil de comunicação de outros movimentos sociais.

Estudantes organizam debate com candidatos à reitoria da PUC-SP

9 ago

Na próxima segunda-feira, 13 de agosto, acontece no Tucarena a “Roda Viva com os reitoráveis da PUC-SP”. Com início às 18h30 e duração de quatro horas, o debate pretende tratar as questões mais pertinentes do corpo discente e tem organização de estudantes de diversos cursos.

Com os três candidatos confirmados – os professores Dirceu de Mello, Anna Cintra e Francisco Serralvo – a Roda Viva contará também com a presença de 11 centros acadêmicos de quatro campi que questionarão os reitoráveis com base nas suas demandas específicas. Além disso, haverá um bloco para perguntas escritas, que poderão ser enviadas no momento do debate e, antes, também pela internet através do site http://www.formspring.me/rodavivapuc.

Quem não conseguir ir, pode acompanhar a transmissão ao vivo que será feita pela Agência Online de Jornalismo Maurício Tragtenberg (Agemt) no site http://agemt.org/. Todos os televisores da RedePUC no campus Perdizes também exibirão o debate e centros acadêmicos de Sorocaba, Consolação e Barueri devem projetá-lo em seus campi.

A Roda Viva é resultado de dois meses de discussões entre estudantes de diversos cursos da PUC-SP, num esforço de trazer aos alunos as verdadeiras preocupações da comunidade acadêmica quanto ao futuro da universidade da qual fazemos parte. Participe!

O evento no Facebook está em https://www.facebook.com/events/410004459052384/

Roda Viva com reitoráveis da PUC-SP:
Dia 13 de agosto (segunda-feira)
Das 18h30 às 22h30
No Tucarena (Rua Bartira, 1024 – Perdizes – São Paulo, SP)

Moção de apoio a@s estudantes da ECA-USP

16 maio

Nós, da gestão “À Ousadia Pertence o Futuro” do Centro Acadêmico Benevides Paixão, dos cursos de Jornalismo e de Multimeios da PUC-SP, viemos aqui manifestar toda nossa solidariedade às companheiras e companheiros da Escola de Comunicação e Artes (ECA), da Universidade de São Paulo (USP), frente às arbitrariedades e incertezas da construção do projeto da Nova ECA. Destacamos, desde já, que, no que precisarem, estamos à disposição para ajudar, conversar, apoiar — e mesmo lutar em conjunto, se for preciso.

Há precisamente um ano, passamos pelos mesmos aperreios, pelas mesmas burocracias, pelas mesmas reuniões sem respostas, quando no ano passado foi-nos anunciado, igualmente com surpresa, o projeto de demolição do prédio de nossa faculdade, a FAFICLA, para a construção de um novo. Pode parecer que não, mas, no fundo, são os mesmos problemas — se não iguais, ainda assim muito parecidos. E pior: passado todo esse tempo, nem conseguimos ter acesso à planta de nossas futuras instalações, mesmo com nossas mobilizações.  E isso ainda em uma Universidade que, apesar de todos os problemas, pelo menos não tem o reinado de Vossa Majestade Grandino Rodas.

Por pura ironia, apenas, estamos separados, é bom lembrar. Engana-se quem acha que tudo só passa de uma grande coincidência. É evidente que, em ambos os casos, o que se projeta são espaços cada vez mais enclausurados, sem possibilidades de vivência universitária, sem lugar para a troca do conhecimento, para a livre-manifestação do pensamento, para a política, para as festas dentro da Universidade — que é antes, e mesmo que qualquer burocrata conteste, um espaço de quem a constrói: estudantes, professores e funcionários. Podemos ver, nesse sentido, as tantas “fábricas de diplomas” se multiplicando por aí, e sobre as quais arriscamos dizer: se não são modelo, servem de inspiração para o que querem fazer do Pátio do Benê (na PUC) ao Canil da ECA (na USP).

Os dois casos evidenciam também que democracia, transparência e participação passam absolutamente longe do vocabulário — e o que diremos da prática? — dos gestores e mantenedores de nossas Universidades. Somos vilipendiados ao sabor do autoritarismo de alguns poucos que detêm, mesmo sem respaldo, o poder e a hegemonia do ambiente acadêmico. Na PUC, se transparência nunca houve, democracia e participação se tornaram duas piadas de muito mal gosto. Na USP: se democracia e participação não passam de uma fábula, pura ficção ou utopia, duvidamos se seria possível a transparência do jeito que as coisas vão.

Não pensem, portanto, que é pouca coisa o que se passa, companheiros e companheiras. Tudo reflete uma concepção de Universidade que, não bastasse antes ser elitista e excludente, agora piora: será vigiada, sufocante, assumidamente autoritária, sem possibilidades de escape: insuportável! Estamos perdendo há um bom tempo, mas sempre podemos reverter: reaver nossos espaços, exercer nosso protagonismo, sermos os verdadeiros sujeitos do que se passa em nossos espaços, em nossas vidas. Como diria Bertold Bretch: “Nada deve parecer natural, nada deve parecer impossível de mudar”. Força e atenção, companheir@s!

Estamos junt@s!

Com carinho,

“À Ousadia Pertence o Futuro”
Centro Acadêmico Benevides Paixão
Jornalismo e Multimeios — PUC-SP

Carta dos estudantes de Jornalismo e Multimeios ao Reitor Dirceu de Mello

19 abr

São Paulo, 19 de abril de 2012

Quando pensamos em PUC-SP, ou melhor, quando vocês, a administração desta universidade, pensam nela, a primeira palavra que vem em suas mentes provavelmente deve ser orgulho. Entretanto, para a grande maioria da comunidade acadêmica, a palavra que hoje fica é displicência. Nesse sentido, nós, estudantes de Jornalismo e Multimeios, estamos por meio desta ocupação perguntando ao senhor reitor e a FUNDASP o que vossas senhorias entendem por educação.

A universidade deve ser construída por e para a sociedade, de modo que são não aqueles que se mostram a serviço de uma  lógica mercantil do ensino que devem moldá-la, mas sim aqueles que verdadeiramente devem ser sujeitos dessa construção. Afinal, que educação é essa que precariza o trabalho dos professores  através da maximização de seus contratos e subsequentemente da inviabilização de uma pesquisa de  qualidade feita por estes; que lança aumentos abusivos e recorrentes das mensalidades, fazendo com que 86% da juventude não tenha acesso a educação; que educação é essa que não garante infraestrutura para o devido funcionamento das atividades acadêmicas, fechando uma faculdade inteira, a FAFICLA, sem nem ao menos ter para onde realocá-la em sua completude; a serviço de quem se fecha diversas turmas e cursos não lucrativos e se terceiriza e explora os trabalhadores; pensando em quem se cerceia a liberdade de expressão, pesquisa e cátedra dentro desta universidade; para quem o projeto atual da PUC-SP está sendo construído? Duvidamos muito que seja para nós.

Assim, visto essa situação de indiferença absoluta com a principal função de uma universidade, ou seja, oferecer um ensino de qualidade, universal, presencial, para todos e todas, laico e socialmente referenciado, exigimos uma audiência pública com a administração da PUCSP como um todo – reitoria e FUNDASP – para que em nossa frente seja dito para quem esta universidade está a serviço, desejamos que de forma clara seja dito isto, para que enfim possamos saber com quem estamos lidando.

E é somente por estarmos ocupando, nos apropriando de um espaço que é nosso por direito, que podemos realizar esta exigência, pois apenas  quando os estudantes se organizam de forma autônoma num espaço de convívio, debate e reflexão crítica sobre o meio em que nós estamos inseridos é que podemos de fato lutar por uma educação que contemple nossas reais demandas e as de toda a sociedade. Necessitamos de um espaço que seja referência física e de reunião ideológica, ou seja, dentro da PUC e de acesso a todos e a qualquer momento. Portanto, e entendendo que vocês não podem atender as demandas para a construção de um ensino que de fato nos contemple, requisitamos uma resposta oficial, definitiva e direta de para onde irá nosso centro acadêmico e que seja dada em audiência pública,  pois não aceitaremos mais diálogos com instâncias burocráticas, queremos que toda a comunidade puquiana perceba este descaso sobre o qual estamos falando. Estamos há três dias ocupados e queremos essa resposta hoje, quinta-feira, dia 19 de abril de 2012, até 18h. Caso contrário, a outrora Ouvidoria burocrática da PUC-SP será definitivamente o Centro Acadêmico Benevides Paixão e assim, neste momento mais que nunca, toda a comunidade puquiana poderá ser ouvida e mais que isso, terá voz e apoio para lutar pelo que acredita.

Chega de descaso e displicência, chega de cerceamento de nossa liberdade, queremos ser protagonistas da construção desse ensino. E saibam: quem fecha os ouvidos para a educação, percebe hora ou outra, que o grito de indignação daqueles que lutam por seus direitos transpõem barreira antes intransponíveis. Algumas ações parecem afinal impossíveis, até que se tornam inevitáveis!

Corpo estudantil dos cursos de Jornalismo e Multimeios