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Candidata com problemas de memória é nomeada reitora da PUC-SP

13 nov

Por Benevides Paixão

O Grão Chanceler D. Odilo Scherer resolveu nomear a candidata Anna Cintra, que não venceu as eleições, como reitora da PUC-SP. Apesar de ter assinado compromisso público perante a comunidade puquiana, Anninha não titubeou na hora de aceitar o cargo.

Professores e estudantes já estão dizendo que a atitude é um golpe aos princípios democráticos da universidade, mas eu, Benevides Paixão, em entrevista exclusiva com a nova reitora, descobri a verdade: a pobrezinha sofre de problemas de memória, e vive esquecendo as coisas! Confira a entrevista e veja se não dá pra sentir dó dela:

Benevides Paixão: Aconteceu alguma coisa Anna Cintra? Marcamos a entrevista ao meio-dia. Já são seis da tarde e é agora que você aparece…

Anna Cintra: Benê meu caro, me desculpa! Sabe o que é? Eu costumo me esquecer das coisas!

BP: Puxa, sinto muito. Mas então, a pergunta que não quer calar: você disse que não aceitaria o cargo se fosse nomeada sem vencer a eleição, assinando um termo na frente da comunidade. Por que aceitou?

AC: Assinei? Ah, verdade, agora estou me lembrando. Que pena, se na hora que o Odilinho tivesse me nomeado eu lembrasse, não teria aceitado o cargo.

BP: Então agora que você se lembrou, vai renunciar em nome da democracia da PUC?

AC: Eu até gostaria Benê, mas sabe como é, vai pegar muito mal agora recusar a nomeação do Sche-sché. Ele vai ficar chateado, talvez nem me convide mais pros churrascos que ele adora fazer. Então vou ficar como reitora e fazer o meu melhor em nome da…da…

BP: Universidade?

AC: Eu ia dizer da carne e da breja do churrasco, mas é, da universidade também.

BP: Então, se a senhora está disposta a não largar o osso, acho que seria bom falar para os professores, estudantes e funcionários quais suas propostas para eles.

AC: Temos estudantes, professores e funcionários por aqui?!?! Nossa, essa entrevista tá me iluminando! Só lembrava dos burocratas que querem transformar isso aqui numa empresa. Gente boa esse pessoal, te apresento um dia desses.

BP: Sabe o que pode ajudar a curar seu problema de memória?

AC: O quê?

BP: Parar de usar todo esse laquê…Anna Cintra, muito obrigado pela sua atenção, encerramos aqui.

AC: De nada Benê! Estamos aí se quiser conversar. A porta vai ficar sempre aberta, a menos que eu me esqueça, claro.

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Moção de apoio a@s estudantes da ECA-USP

16 maio

Nós, da gestão “À Ousadia Pertence o Futuro” do Centro Acadêmico Benevides Paixão, dos cursos de Jornalismo e de Multimeios da PUC-SP, viemos aqui manifestar toda nossa solidariedade às companheiras e companheiros da Escola de Comunicação e Artes (ECA), da Universidade de São Paulo (USP), frente às arbitrariedades e incertezas da construção do projeto da Nova ECA. Destacamos, desde já, que, no que precisarem, estamos à disposição para ajudar, conversar, apoiar — e mesmo lutar em conjunto, se for preciso.

Há precisamente um ano, passamos pelos mesmos aperreios, pelas mesmas burocracias, pelas mesmas reuniões sem respostas, quando no ano passado foi-nos anunciado, igualmente com surpresa, o projeto de demolição do prédio de nossa faculdade, a FAFICLA, para a construção de um novo. Pode parecer que não, mas, no fundo, são os mesmos problemas — se não iguais, ainda assim muito parecidos. E pior: passado todo esse tempo, nem conseguimos ter acesso à planta de nossas futuras instalações, mesmo com nossas mobilizações.  E isso ainda em uma Universidade que, apesar de todos os problemas, pelo menos não tem o reinado de Vossa Majestade Grandino Rodas.

Por pura ironia, apenas, estamos separados, é bom lembrar. Engana-se quem acha que tudo só passa de uma grande coincidência. É evidente que, em ambos os casos, o que se projeta são espaços cada vez mais enclausurados, sem possibilidades de vivência universitária, sem lugar para a troca do conhecimento, para a livre-manifestação do pensamento, para a política, para as festas dentro da Universidade — que é antes, e mesmo que qualquer burocrata conteste, um espaço de quem a constrói: estudantes, professores e funcionários. Podemos ver, nesse sentido, as tantas “fábricas de diplomas” se multiplicando por aí, e sobre as quais arriscamos dizer: se não são modelo, servem de inspiração para o que querem fazer do Pátio do Benê (na PUC) ao Canil da ECA (na USP).

Os dois casos evidenciam também que democracia, transparência e participação passam absolutamente longe do vocabulário — e o que diremos da prática? — dos gestores e mantenedores de nossas Universidades. Somos vilipendiados ao sabor do autoritarismo de alguns poucos que detêm, mesmo sem respaldo, o poder e a hegemonia do ambiente acadêmico. Na PUC, se transparência nunca houve, democracia e participação se tornaram duas piadas de muito mal gosto. Na USP: se democracia e participação não passam de uma fábula, pura ficção ou utopia, duvidamos se seria possível a transparência do jeito que as coisas vão.

Não pensem, portanto, que é pouca coisa o que se passa, companheiros e companheiras. Tudo reflete uma concepção de Universidade que, não bastasse antes ser elitista e excludente, agora piora: será vigiada, sufocante, assumidamente autoritária, sem possibilidades de escape: insuportável! Estamos perdendo há um bom tempo, mas sempre podemos reverter: reaver nossos espaços, exercer nosso protagonismo, sermos os verdadeiros sujeitos do que se passa em nossos espaços, em nossas vidas. Como diria Bertold Bretch: “Nada deve parecer natural, nada deve parecer impossível de mudar”. Força e atenção, companheir@s!

Estamos junt@s!

Com carinho,

“À Ousadia Pertence o Futuro”
Centro Acadêmico Benevides Paixão
Jornalismo e Multimeios — PUC-SP

Carta dos estudantes de Jornalismo e Multimeios ao Reitor Dirceu de Mello

19 abr

São Paulo, 19 de abril de 2012

Quando pensamos em PUC-SP, ou melhor, quando vocês, a administração desta universidade, pensam nela, a primeira palavra que vem em suas mentes provavelmente deve ser orgulho. Entretanto, para a grande maioria da comunidade acadêmica, a palavra que hoje fica é displicência. Nesse sentido, nós, estudantes de Jornalismo e Multimeios, estamos por meio desta ocupação perguntando ao senhor reitor e a FUNDASP o que vossas senhorias entendem por educação.

A universidade deve ser construída por e para a sociedade, de modo que são não aqueles que se mostram a serviço de uma  lógica mercantil do ensino que devem moldá-la, mas sim aqueles que verdadeiramente devem ser sujeitos dessa construção. Afinal, que educação é essa que precariza o trabalho dos professores  através da maximização de seus contratos e subsequentemente da inviabilização de uma pesquisa de  qualidade feita por estes; que lança aumentos abusivos e recorrentes das mensalidades, fazendo com que 86% da juventude não tenha acesso a educação; que educação é essa que não garante infraestrutura para o devido funcionamento das atividades acadêmicas, fechando uma faculdade inteira, a FAFICLA, sem nem ao menos ter para onde realocá-la em sua completude; a serviço de quem se fecha diversas turmas e cursos não lucrativos e se terceiriza e explora os trabalhadores; pensando em quem se cerceia a liberdade de expressão, pesquisa e cátedra dentro desta universidade; para quem o projeto atual da PUC-SP está sendo construído? Duvidamos muito que seja para nós.

Assim, visto essa situação de indiferença absoluta com a principal função de uma universidade, ou seja, oferecer um ensino de qualidade, universal, presencial, para todos e todas, laico e socialmente referenciado, exigimos uma audiência pública com a administração da PUCSP como um todo – reitoria e FUNDASP – para que em nossa frente seja dito para quem esta universidade está a serviço, desejamos que de forma clara seja dito isto, para que enfim possamos saber com quem estamos lidando.

E é somente por estarmos ocupando, nos apropriando de um espaço que é nosso por direito, que podemos realizar esta exigência, pois apenas  quando os estudantes se organizam de forma autônoma num espaço de convívio, debate e reflexão crítica sobre o meio em que nós estamos inseridos é que podemos de fato lutar por uma educação que contemple nossas reais demandas e as de toda a sociedade. Necessitamos de um espaço que seja referência física e de reunião ideológica, ou seja, dentro da PUC e de acesso a todos e a qualquer momento. Portanto, e entendendo que vocês não podem atender as demandas para a construção de um ensino que de fato nos contemple, requisitamos uma resposta oficial, definitiva e direta de para onde irá nosso centro acadêmico e que seja dada em audiência pública,  pois não aceitaremos mais diálogos com instâncias burocráticas, queremos que toda a comunidade puquiana perceba este descaso sobre o qual estamos falando. Estamos há três dias ocupados e queremos essa resposta hoje, quinta-feira, dia 19 de abril de 2012, até 18h. Caso contrário, a outrora Ouvidoria burocrática da PUC-SP será definitivamente o Centro Acadêmico Benevides Paixão e assim, neste momento mais que nunca, toda a comunidade puquiana poderá ser ouvida e mais que isso, terá voz e apoio para lutar pelo que acredita.

Chega de descaso e displicência, chega de cerceamento de nossa liberdade, queremos ser protagonistas da construção desse ensino. E saibam: quem fecha os ouvidos para a educação, percebe hora ou outra, que o grito de indignação daqueles que lutam por seus direitos transpõem barreira antes intransponíveis. Algumas ações parecem afinal impossíveis, até que se tornam inevitáveis!

Corpo estudantil dos cursos de Jornalismo e Multimeios


Universidade não é lugar de silêncio

28 out

por Coletivo Yabá*

Pontifícia Universidade Católica: quantos contos sobre a democracia tem o seu baú de memórias! Triste riqueza trancafiada. Hoje em dia, é feio ser democrático na PUC. Aliás, esse momento se demonstra preponderante na caça às bruxas de alguns estudantes da universidade. Essas bruxas são quem? Coletivos organizados, principalmente na Faculdade de Economia e Administração e na Faculdade de Direito.

Proclamam esses estudantes, nos últimos debates inseridos no calendário de campanha para as eleições dos Centros Acadêmicos Leão XIII e 22 de Agosto, a necessidade do combate ao machismo, à homofobia e ao racismo. Em troca, a platéia e a mesa preenchida pelos adversários políticos xingam, gritam, vaiam, urram, riem sarcasticamente. Palmas acaloradas para esses adversários, quando tentam desqualificar a luta desses corajosos coletivos! Continue lendo

CA convoca assembléia para quinta-feira

3 mar

Atulizado dia 02/03, às 23h53

O Centro Acadêmico Benevides Paixão chama tod@s @s estudantes do curso de Jornalismo para participar da Assembléia que acontecerá amanhã, às 11h (para as turmas da manhã) e às 21h (para as turmas da noite), com o objetivo de começar as discussões a respeito da abertura de uma nova turma no campus Ipiranga – idéia cogitada pelo Departamento de Jornalismo. Para tanto, é extremamente importante a presença e participação de tod@s. Segue abaixo o cartaz convocando:

Total apoio à greve dos estudantes de Psicologia

21 fev

O Centro Acadêmico Benevides Paixão, dos cursos de Jornalismo e Multimeios, vem declarar, nesta nota, total apoio à greve dos estudantes de Psicologia da PUC-SP. Contra a simplória retórica de diálogo usada pela Reitoria e total descaso da Fundação São Paulo aos reais problemas da Universidade, é importante destacar o uso desse tipo de manifestação como instrumento legítimo de reinvidicação de estudantes, professores e funcionários – todos trabalhadores – em meio a uma relação de forças desiguais. Continue lendo

Programação da Calourada

9 fev

Atualizado dia 14/02 à 18h14

Para esta primeira semana de aulas na Universidade, a chamada semana dos calouros, o CA Benevides Paixão vai realizar uma série de atividades para bem receber os recém-ingressantes no curso de Jornalismo e demais interessados a mais um ano letivo que se segue. Abaixo, a programação das atividades, com dia, horário e convidados garantidos. Continue lendo